O Véu

Preparem-se para uma resenha gigante.

Não sei nem o que falar direito, estou totalmente abismada. Com toda a certeza, O Véu é um dos melhores livros que já li na minha vida! Nunca pensei que um livro brasileiro (para alguém que está tão acostumada a literatura americana, inglesa, portuguesa e russa) fosse tão incrível a ponto de superar livros internacionais. O primeiro livro de William Nascimento deixou-me pasmada.

A história é sobre Ana, uma garota que teve uma infância cheia de magia ao ouvir as lendas que suas tias e seus avós lhe contavam sobre magos e bruxas, na cidade Três Corações em Minas Gerais. Um dia quando ela estava voltando da casa de suas tias tão queridas, ela ouve uma voz falando Matar e tem certeza de que algo errado está para acontecer. Quando chega a casa delas, acompanhada de sua avó, descobre que o lugar está em chamas e vê uma sombra, um pouco antes de desmaiar. Tendo certeza que presenciou um ato de bruxaria, ela passa a infância e adolescência tomando remédios e indo a psicólogos e acaba sendo chamada pelo outros de InsAna por acreditar em algo que todos se recusam. É nessa época difícil que ela conta com a amizade de seu amigo Ian e os dois mal sabem, que todos os pesadelos que afligiam os dois, estavam para voltar com tudo.

Creio que minha sinopse ainda ficou faltando coisa, mas não quero contar tudo para vocês, porque irá perder a graça. O começo do livro foi bastante sem-graça e eu quase parei de ler, mas como várias pessoas do Skoob me indicaram, decidi ir até o final. E não me arrependo nenhum um pouco.

William conseguiu criar um mundo mágico, que posso dizer tão digno de J.K.Rowling. Claro que ainda falta algo, por ser seu primeiro livro, mas se ele continuar nesse caminho, com certeza escreverá mais livros incríveis. Quando todo esse mundo mágico começou a ser explicado a Ana, era como se ele estivesse falando comigo, porque sou muito cética a tudo (já que sou agnóstica, não atéia. Acho que existe alguma energia que nos une e tudo mais, mas não rezo, não vou à igreja, cultos e derivados). Ele ainda usou certos argumentos científicos (sou bem do tipo ver para crer mesmo) que realmente me fizeram acreditar em magia, sério. Parece meio bobo, mas eu fiquei horas tentando ver minha aura. E não consegui, só para constar.

Do mesmo jeito que Ana foi criada no meio de lendas, eu fui da mesma maneira. Meus avós são do interior e sempre me contaram um bocado de coisas (e eu simplesmente amo as lendas e sempre pedia para eles repetirem as histórias). Apesar do meu ceticismo, sempre tive vontade de ver alguma coisa sobrenatural – apesar de já ter visto e não acredito muito D: –, algo surpreendente. Sério, no interior não existem magos, mas existem benzedeiros, o que está perto. Existia um benzedeiro que sabia falar com cobras (ofidioglota, oi) e falam que tem um homem que é lobisomem (sempre tive vontade de conversar com o cara e perguntar se é verdade, mas tenho medo hihi, vai que ele me ataca –n).

Por isso, que depois de ler o livro, cheguei à conclusão que já cheguei quando assisti Supernatural (o livro me lembrou Supernatural com uma mistura de Inuyasha): tudo que o homem passa a acreditar, passa a existir.

Juro que gostaria de falar muita coisa sobre o livro, adoraria debatê-lo com mais pessoas que o leram, mas se eu escrever uma bíblia aqui, ninguém vai ter pique para ler a resenha. Por isso, não percam tempo e leiam o livro. Vocês estão preparados para atravessar o véu?

1 Comentários:

  1. Aw, primeira resenha que vejo sobre O Véu num blog além do meu, haha
    Meu deus! O Véu é mais do que perfeito. Toda a história, a gente passa a não ser só o leitor, como também viver e presenciar a história, todo o encanto e a magia. É uma mistura de sentimentos incrível. Realmente, não há palavras pra explicar o quanto gostei desse livro, é simplesmente magnífico demais para descrever

    xx carol

    ResponderExcluir